A Utopia Comunista

Atualizado: 21 de Nov de 2018

Comunismo é uma doutrina social segundo a qual se pode e deve restabelecer o que se chama "estado natural", em que todas as pessoas teriam o mesmo direito a tudo por meio da coletivização dos meios de produção e de distribuição, mediante a supressão da propriedade privada e das classes sociais na busca da tão sonhada e utópica igualdade social.


Um dos seus principais mentores filosóficos, Karl Marx, postulou que o comunismo seria a fase final do desenvolvimento da sociedade humana e que isso seria alcançado através de uma revolução proletária, isto é, uma revolução encabeçada pelos trabalhadores das cidades e do campo.


O "comunismo puro", no sentido marxista, de fato nunca foi possível, pois refere-se a uma sociedade sem classes (sociedade regulada), sem Estado (ácrata ou apátrida) e livre de quaisquer tipos de opressão, onde as decisões sobre o que produzir e quais as políticas devem prosseguir são tomadas democraticamente e permitindo dessa maneira que cada membro da sociedade organizada possa participar do processo, tanto na esfera política e econômica da vida pública e/ou privada.


Tudo isso parece perfeito, todavia, Marx nunca forneceu uma descrição detalhada de como o comunismo poderia funcionar como um sistema econômico, isso pelo fato de ser insustentável.


Como forma de transição para o sistema "perfeito", Marx pregava a revolução do proletariado e a luta de classes para reduzir a desigualdade, exigindo do estado medidas que penalizam o "patrão explorador" e beneficiam a classe operária "explorada", contudo, há um problema nisso. Dependendo das medidas impostas pelo estado, torna-se inviável abrir uma empresa e as que existem sucumbirão, assim, não haverá empregos na iniciativa privada. Como forma de resolver esse problema, os comunistas defendem a criação de estatais, mas há outro problema. Se um país é movido por estatais, haverá concentração de poder no estado e ele inevitavelmente será totalitário e historicamente todo estado totalitário se tornou autocrático.


O historiador britânico John Emerick Edward Dalberg disse a seguinte frase: "O poder corrompe. O poder absoluto corrompe absolutamente." E parece que ele estava certo. O poder absoluto na história da humanidade é marcado por ditaduras, corrupção, pobreza, atrocidades, genocídios e guerras. As experiências de estado totalitário ou poder absoluto na história da humanidade, são as piores possíveis.


O fato é, que nenhum país conseguiu passar pela transição e se tornar verdadeiramente comunista, devido a dois fatores: primeiro, a natureza epistemológica do ser humano é individual e não coletiva como a esquerda gostaria que fosse. Somos diferentes e fazemos escolhas diferentes e por esse motivo não pode haver igualdade. A única possibilidade disso acontecer é através de uma ditadura, matando e restringindo a liberdade das pessoas.


Mesmo que houvesse uma divisão de todas as riquezas do mundo, com o tempo, alguns se tornariam pobres novamente, porque não saberiam investir, não saberiam administrar, se acomodariam e largariam seus empregos ou gastariam com coisas desnecessárias. Segundo, o governo que se estabelece em um estado totalitário e autocrático, se torna corrupto e jamais abandona o poder, como aconteceu e acontece em todos os países comunistas.


O que motiva as pessoas a estudarem e trabalharem é o fato de poderem melhorar a qualidade de vida, ter um carro melhor, uma casa melhor, comer melhor, poder viajar, etc. A partir do momento que você tira dessas pessoas que tanto lutaram para crescer na vida para dar a quem não lutou, qual a motivação para continuar lutando? E aqueles que não fizeram por merecer, qual a motivação para se esforçarem se receberam sem esforço? Assim, as pessoas se dedicam cada vez menos nos estudos e no trabalho e o país se torna cada vez mais pobre e não evolui, como Cuba que até hoje usa os carros de 1950 e você tem que trabalhar um mês inteiro, apenas para comprar um vidro de shampoo, Venezuela onde as pessoas morrem de fome e estão comendo carne podre, Vietnã onde as pessoas comem ratos, etc...


Em uma análise mais profunda, Marx também ignorou o fato de que não é apenas a mão de obra que atribui valor há algum produto, mas, além de outros custos na produção, a lei da oferta e demanda. Segundo Marx, primeiro fabrica o produto e da quantidade de trabalho por unidade sai o valor e, consequentemente o preço. Isso é precisamente o inverso do processo real.  Na verdade, o fabricante inicialmente faz uma estimativa de um certo preço que ele espera que atraia compradores e esgote o estoque. Compradores que valorizam mais o produto do que o dinheiro correspondente ao preço.  Em seguida, ele calcula o custo de produção aos preços correntes e, se for suficientemente inferior à receita final prevista, aí sim ele contrata e combina os fatores de produção para obter o produto.  Não é pois o trabalho ou de modo geral o custo de produção que determina o valor e o preço.  É justamente o contrário: o preço projetado determina o custo de produção. Será que a luta de classes em busca da igualdade considera essas questões fundamentais?


Outro problema é que a distribuição de dinheiro (política monetária expansionista) gera inflação. Quanto mais dinheiro existe no mercado, menos valor ele tem. Se o consumo é mais rápido que a produção, um consumo desenfreado levará a escassez e isso fará com que os produtos sejam mais caros. Prejudicando não apenas os ricos, mas também os pobres, pois todos precisam comprar.


É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.


Uma economia de mercado, com indivíduos fortemente empreendedores, gera um grande crescimento econômico e aumenta acentuadamente o padrão de vida das pessoas.  Ironicamente, no entanto, a sociedade se torna tão próspera e tão inovadora, que passa a ignorar a fonte de toda a sua riqueza, dando-a como natural, corriqueira e automática.  Pior ainda: torna-se abertamente hostil a ela.


O empreendedorismo e o mercado enriquecem tanto a sociedade, que as pessoas se esquecem do quão necessária e do quão frágil a economia de mercado realmente é.  Elas até mesmo começam a acreditar que os mercados e a ordem social e cultural que mantém os mercados funcionando, são inferiores à burocracia estatal e ao planejamento centralizado. 


Mas então, se o comunismo foi um desastre econômico e social onde quer que tenha sido implantado, porque ainda existem aqueles considerados "inteligentes" que defendem? Parece que os "intelectuais" sofrem de uma propensão irreprimível para o socialismo, certamente porque nele vislumbram a chance de empalmar o poder absoluto em causa própria.  Em termos marxistas, o próprio marxismo não passa de ideologia, a falsa consciência, que uma classe difunde em função de seus próprios interesses. Essas falsas ideias se propagam e iludem, alienam as futuras vítimas da classe "revolucionária".  É um dever inadiável de todo cidadão consciente denunciar esse esquema podre, desmascarar a falácia socialista e esclarecer a opinião pública na medida de suas possibilidades.




Por Adriano Leal

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